Jessica Jones e o lado sombrio das produções de super-heróis
segunda-feira, novembro 23, 2015
Vocês devem ter ouvido muito sobre ela nos últimos dias. Eu não conheço a história de Jessica Jones nos HQs, mas também não sou exemplo nessa área, então comecei a série por amar quase tudo que a Netflix produz e achar Demolidor a melhor série de super herói já feita. As duas se passam no mesmo bairro, Hell's Kitchen, e ajudam a compor a trama para a futura série Os Defensores, do grupo de heróis urbanos formado por Jessica, Luke Cage, Demolidor e, provavelmente, Punho de Ferro.
Ontem eu conversava com Tonho sobre como a Marvel acertou em cheio o que colocar nos filmes blockbusters, que atingem todos os públicos e fantasiam a imaginação das crianças, e o que colocar nas séries, cheias de suspense e um clima pesado not safe for kids. O cenário aqui é uma Nova York sombria e tomada pelo crime, com protagonistas traumatizados e vilões que sabem como explorar esses pontos fracos da pior forma. Dois lados de um mesmo universo e meu amor dividido igualmente.
"New York City may be the city that never sleeps… but it sure does sleep around."
A série estreou na última sexta (20) e eu ainda estou na metade (viram só que nova pessoa controlada?), mas vi o suficiente para indicar sem medo. Jessica é interpretada pela maravilhosa Krysten Ritter, que vocês vão reconhecer por ter feito a namorada de Jesse em Breaking Bad. Ela é uma super-heroína fora de atividade, atormentada por pesadelos do passado que envolvem o misterioso Kilgrave (David Tennant, Doctor Who) e tentando levar a vida como investigadora particular. A trama vai sendo revelada aos poucos em flashbacks, mas sem enrolação. A fotografia é uma corralinda e ainda contamos com Carrie-Anne Moss (Trinity, Matrix) no elenco. Além de tudo acho que facinho a série passa teste de Bechdel. ♥
São motivos suficientes para ver, né? Se você já assistiu, conta o que achou. ;)


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